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domingo, 26 de dezembro de 2010

Pifercussão em SÃO PAULO-SP (JANEIRO 2011)


É com enorme satisfação que anunciamos a TOUR PIFERCUSSÃO EM SÃO PAULO-SP.

Estaremos realizando oficinas,workshops e aparições culturais na cidade mais louca do Brasil!!!

estaremos ai dia 13 de janeiro a 13 de fevereiro galera.

AGUARDAMOS CONTATOS PARA FINALIZAR POSSÍVEIS WORKS!

EM BREVE DATAS!

sexta-feira, 24 de dezembro de 2010

Retrospectiva 2010

         
Realemente 2010 foi um ano muito intenso, no cenário mundial tivemos muitos marcos importantes, em específico no cenário cultural tivemos ganhos e perdas, perdemos músicos nosso ilustres como o professor Radegundes Feitosa (trombonista de mão cheia) e outros companheiros de profissão, porém tivemos grandes êxitos ao ter uma mulher presidente do Brasil.
        Estou feliz em poder ter atuado intensamente em 2010 e esperamos em 2011 continuar as ações em desenvolvimento e desbravar outras que ainda não adentramos.
       Desejo a todos ótimo 2011, saúde,paz interior e garra para correr atrás de nossos sonhos.



Heráclito Dornelles
http://www.heraclitodornelles.blogspot.com/
www.myspace.com/heraclitodornelles


Abaixo algumas ações realizadas em 2010.


Pifercussão http://www.pifercussao.blogspot.com/



*Pifercussão concorre ao premio ANU (Central única das favelas)


*Pifercussão selecionado no ITAU RUMOS 2011-2012


*Livro Pifercussão lançado

* Shows em palco com a criançada no Rangel,Bayeux,Centro Histórico

*Evento - 1º Encontro Pifercussão (com mestres e aprendizes do pífano)

*Proposta Pifercussão implantada no bairros Rangel e Penha (João Pessoa-PB)

* Oficina Pifercussão em Bayeux-PB

* Oficina Pifercussão no SESC-PB

* Oficina Pifercussão em Alagoa Grande- PB( Caiana dos Crioulos)

* Oficina Pifercussão em Dona Inês-PB


* Oficina Pifercussão e tour de lançamento do livro no Rio de Janeiro-RJ


* Oficina Pifercussão e tour de lançamento do livro em Belo Horizonte-MG




*(mais importantes)

sexta-feira, 17 de dezembro de 2010

Pifercussão na 3ª mostra cultural do bairro Rangel(Cristo) 18/12/2010

Show com a mulekada do Projeto Pifercussão amanhã na 3ª mostra cultural do bairro Rangel(Cristo) as 19hr infos 83-8827-7740 http://www.pifercussao.blogspot.com/

em breve fotos!!!!!!

domingo, 14 de novembro de 2010

Tour MG - Lançamento do livro Pifercussão -MG (UFMG e Feira Música Brasil 2010)


NA FEIRA MÚSICA BRASIL 2010





clique neste link para assistir http://www.youtube.com/watch?v=-6rN8V46Us4


NA UFMG










Breve descrição da Tour:




Após o lançamento do RJ em maio de 2010 (ver fotos nos posts deste blog) estaremos lançamendo o livro nas cidades de:





• Belo Horizonte-MG – 08/12 a 12 /12 Feira Música Brasil ( Stand:Paraíba /Pernambuco)






• São Paulo-SP – 13/01/2011 a 13/02/2011 Locais a definir!




Contatos para oficinas,workshops durante a tour de lançamento


heraclitodornelles@hotmail.com 83-8827-7740


SKYPE: heraclitodornelles



Tendo como carro chefe oficinas,workshops para bateristas, percussionistas, educadores musicais, pesquisadores de cultura, etnomusicologos entre outras especificidades, a tour de lançamento do livro Pifercussão - a música de pífanos e percussão do nordeste brasileiro visa levar para outras regiões brasileiras a cultura das bandas de pífanos do nordeste brasileiro, tendo em vista que assim como outras culturas populares como Maracatu, coco de roda, ciranda etc, a manifestação cultural do pífe é sem dúvida importante simbologia da música nordestina brasileira.

De grande viabilidade as oficinas pretendem informar sobre os ritmos, toques,entre outros aspectos característicos da cultura nordestina do pife.

Outras informações acesse também o blog do projeto socio-cultural com crianças carentes de JPA www.pifercussao.blogspot.com

terça-feira, 2 de novembro de 2010

Pifercussão concorre ao prêmio ANU 2010 ( CUFA)

Pifercussão indicado ao premio anu....em breve votação visite http://www.premioanu.com.br/

veja o video de nosso trabalho




O PREMIO






A Central Única das Favelas - CUFA cria o “PREMIO ANU 2010” para chamar a atenção da sociedade para os projetos socioculturais que impactaram positivamente as comunidades populares durante o ano de 2010.



A CUFA desenvolve seus projetos visando o fortalecimento da cidadania, trabalhando o social .



O Prêmio Anu vem para valorizar e reconhecer publicamente iniciativas desenvolvidas em favelas e demais espaços em desvantagens sociais, gerando bem comum para a população, auto-estima das comunidades, trabalho, renda, qualidade de vida e equilíbrio social.







PROJETOS/INICIATIVAS



O Jurado deverá indicar neste site até 10 iniciativas, exclusivamente privadas, de seu Estado que, em sua opinião, mereçam receber o Prêmio.



As experiências que forem indicadas pelos jurados poderão ter patrocínio e apoio do Poder Público, mas os governos ou suas subsidiárias não poderão participar do processo de escolha.



Ademais, nenhum projeto ligado as Cufas nos Estados poderão participar da votação.



Caso o Jurado possua ou participe de alguma iniciativa, esta não poderá ser votada pelo mesmo.



Não serão contemplados, também, os projetos realizados fora desses espaços, ainda que sejam com o objetivo de atender aos moradores de favelas.

 
I – REALIZAÇÃO E OBJETIVOS




A CUFA - Central Única das Favelas – promoverá o Prêmio Anú, que será entregue em cerimônia a se realizar em fevereiro de 2011. O Prêmio contemplará todos os Estados do país onde, através de voto popular, serão escolhidas as melhores iniciativas desenvolvidas dentro de favelas. Os principais objetivos desta iniciativa são:



•Valorizar e reconhecer publicamente iniciativas desenvolvidas em favelas e demais espaços em desvantagens sociais;

•Incentivar organismos e indivíduos sociais a desenvolver projetos dentro dessas áreas, buscando o bem comum, auto-estima, trabalho, renda, qualidade de vida e equilíbrio social das comunidades na área geográfica de atuação;

•Criar um banco de dados de Instituições, Fundações, ONGs, Empresas, Clubes, Pessoas Físicas e demais entidades que desenvolvam trabalhos neste segmento.

II – DAS DATAS



As etapas (discriminadas detalhadamento no decorrer deste regulamento) do Prêmio Anú acontecerão nas seguintes datas:

· Final Estadual – 31 Dezembro de 2010

· Final Nacional – 15 Fevereiro de 2011





III – DO LOCAL DA PREMIAÇÃO



A entrega do Prêmio Anú acontecerá no dia 07 de fevereiro de 2011 no Theatro Municipal, cidade do Rio de Janeiro.





IV – DOS ESTADOS



As Cufas instaladas nos diversos estados brasileiros deverão indicar seus jurados até 20 de agosto de 2010 com as seguintes informações:



•Nome completo;

•Telefone (residencial e/ou profissional);

•Função/cargo profissional;

•Endereço eletrônico (e-mail);

•Release.

Em 11 de Outubro de 2010 serão divulgadas as 05 (cinco) iniciativas mais indicadas, ocasião em que as Cufas Estaduais ou as próprias Instituições deverão elaborar um vídeo institucional de cada uma das selecionadas e enviar por e-mail para a CUFA-RJ aos cuidados de Swe Hellen (projetos@premioanu.com.br).

A duração destes vídeos é de 3 minutos e o seu formado será divulgado posteriormente no site do evento.





V – DOS JURADOS



Cada Cufa Estadual indicará até 100 (cem) Jurados de vários segmentos da sociedade (empresários, artistas, esportistas, gestores públicos, cineastas, jornalistas, entre outros). Estes jurados escolherão as experiências em favelas que mais se destacaram em seus estados mais o Distrito Federal.



A comissão organizadora do evento selecionará os jurados que participarão da premiação. É competência do corpo de jurados de cada Estado a indicação de 10 (dez) Iniciativas de acordo com o conhecimento individual.



No dia 11 de outubro de 2010 serão divulgadas as 05 (cinco) melhores iniciativas do ano em cada estado, que serão expostas no site da premiação, como opções de voto para a próxima etapa.





VI – DOS INDICADOS



O critério de escolha do Jurado é livre e se baseia no conhecimento do mesmo sobre o assunto, compreendendo o período de avaliação entre janeiro e outubro de cada ano. Poderão ser escolhidas Iniciativas/Projetos de pessoas físicas, fundações, ONGs, empresas, clubes, enfim, toda e qualquer iniciativa sociocultural desenvolvida dentro de comunidades ou favelas.

As experiências que forem indicadas pelos jurados poderão ter patrocínio e apoio do Poder Público, mas os governos ou suas subsidiárias não poderão participar do processo de escolha. Ademais, nenhum projeto ligado as Cufas nos Estados poderão participar da votação.

Caso o Jurado possua ou participe de alguma iniciativa, esta não poderá ser votada pelo mesmo. Não serão contemplados, também, os projetos realizados fora desses espaços, ainda que sejam com o objetivo de atender aos moradores de favelas.





VII – DO SITE E BANCO DE DADOS



O site (www.premioanu.com.br) possuirá todas as informações necessárias sobre o Prêmio, além de ser a única ferramenta para eleição das iniciativas/projetos vencedores. O banco de dados consiste numa ferramenta onde Projetos socioculturais poderão se cadastrar e esses dados servirão única e exclusivamente para promover as iniciativas, podendo quaisquer interessados acessá-los.

Os projetos cadastrados através do site não têm qualquer vinculação com a premiação ou com a CUFA.





VIII – DA ETAPA ESTADUAL



1ª Fase: Os jurados receberão um login e senha para acesso ao site, ocasião em que deverão efetuar as suas indicações até 05 de Outubro de 2010, sendo divulgadas as 05 (cinco) selecionadas no dia 15 de novembro de 2010.

2ª Fase: Nesta fase, que se inicia em 15 de novembro de 2010, será escolhida uma única iniciativa por estado, através de voto popular. Esta fase da votação será encerrada no dia 31 de dezembro de 2010, às 12h, onde serão divulgadas as vencedoras.

Os vencedores do Prêmio Anú de Ouro, que consiste nos vencedores das etapas estaduais, serão convidados a participar da festa de entrega do Prêmio no Theatro Municipal - Rio de Janeiro.





IX – DA ETAPA NACIONAL



Os vencedores estaduais estarão automaticamente participando da etapa Nacional. Esta etapa terá o início da votação no site do evento, em 05 de janeiro de 2011 e se encerrará 5 (cinco) horas antes do início da entrega da premiação.

O grande vencedor nacional ganhará o Prêmio Anú Preto.





X – DA PREMIAÇÃO



A premiação ocorrerá no Theatro Municipal, em 07 fevereiro de 2011 e contará com a participação de todos os vencedores estaduais, além de convidados especiais que de alguma forma influenciam e atuam no cenário de combate a desigualdade social.

Os grupos que se apresentarão no Prêmio são escolhidos pela comissão organizadora, e estes devem pertencer a algum movimento social desenvolvido dentro de favela.

A premiação entregará o troféu “Anú de Ouro” às iniciativas vencedoras de cada estado, e contemplará o troféu “Anú Preto” para a iniciativa que mais se destacar em todo o país.





XI - DISPOSIÇÕES GERAIS



A organização do evento disponibilizará passagem aérea, hospedagem e translado para 02 (dois) representantes de cada iniciativa estadual vencedora.

Todos os casos omissos não previstos nesse regulamento serão analisados e resolvidos pela comissão organizadora.



* REGULAMENTO SUJEITO A ALTERAÇÕES.

domingo, 31 de outubro de 2010

3ª unidade Pifercussão implantada - BAIRRO RANGEL

É com enorme satisfação que informamos que o multiplicador (Pifercussor) Lucas Melo está desenvolvendo a proposta Pifercussão na educação musical de adolescentes e crianças do bairro do Rangel na capital João Pessoa-PB.

PARABÉNS E ESPERO QUE POSSAMOS UNIR MAIS ALUNOS NESTA INICIATIVA!

VEJA FOTOS:





quarta-feira, 27 de outubro de 2010

Pifercussão selecionado no Itaú Rumos 2011-2012



É com enorme satisfação que recebemos a notícia da seleção no edital ITAU RUMOS 2011-2012
veja matéria completa e video com a comissão de seleção.

Dos 2.699 inscritos, 74 foram selecionados. Mantendo a finalidade de mapear, apoiar e difundir o trabalho de músicos de todas as regiões do Brasil, esta quarta edição abriu edital nas categorias: Coletivo, Infantil, Homenagem e Mapeamento.


A Carteira Coletivo, inédita no programa, tem como intuito colaborar para a formação de grupos musicais por meio da junção dos artistas selecionados. Foram 393 inscritos e 30 contemplados, entre instrumentistas, intérpretes e programadores.



Na Carteira Infantil, também aberta pela primeira vez, foram inscritos 196 candidatos e selecionadas 12 propostas: grupos e músicos com projetos musicais destinados a crianças de até 12 anos.



Nesta edição da Carteira Homenagem, cada inscrito apresentou uma música composta com base na utilização de um ou mais dos fonogramas e do texto listados: "Seis Pequenas Peças para Violoncelo", de Rogério Duprat; "Só Esperança Ficou", de Elpídio dos Santos; e "Navio Negreiro", de Castro Alves. Foram 112 inscritos e 7 selecionados. Cada contemplado terá uma animação digital desenvolvida exclusivamente para a música apresentada.



Na Carteira Mapeamento, dedicada à difusão e articulação de músicos que já possuem um trabalho desenvolvido, foram 1.998 inscritos e 25 selecionados.




Os contemplados nas carteiras Mapeamento, Infantil e Coletivo participarão de apresentações a ser promovidas pelo Itaú Cultural com início em 2011 e término em 2012. Os shows resultam na gravação de uma série de programas de TV, que também trazem entrevistas e making of, e serão veiculados em emissoras de rádio e televisão no Brasil e no exterior. Além disso, serão produzidos programas para a web-rádio do instituto com cada um dos participantes.



Conheça os selecionados de cada categoria:



Carteira Mapeamento



Adriano Salhab (Recife/PE)

Cabruêra (Campina Grande/PB)

Carlos Careqa (Curitiba/PR)

Criolina (São Luís/MA)

Diego Moraes e O Sindicato (Goiânia/GO)

Weber Lopes e Paulo Belinatti (Belo Horizonte/MG)

EDDIE (Olinda/PE)

EMICIDA (São Paulo/SP)

Entrevero Musical (Capinzal/SC)

Guizado (São Paulo/SP)

Jardim das Horas (Fortaleza/CE)

João Parahyba (São Paulo/SP)

Letieres Leite e Orkestra Rumpilezz (Salvador/BA)

Lurdez da Luz (São Paulo/SP)

Mário Sève (Rio de Janeiro/RJ)

Maurício Marques (Viamão/RS)

Patrícia Bastos (Macapá/AP)

Patrícia Polayne (Aracaju/SE)

Renegado (Belo Horizonte/MG)

Rogério Rochlitz (São Paulo/SP)

Tulipa Ruiz (São Paulo/SP)

Warley Henrique (Belo Horizonte/MG)

Projeto B (São Paulo/SP)

Zé Barbeiro (São Miguel dos Campos/AL)

Zé Cafofinho (Recife/PE)





Carteira Infantil



Barbatuques (São Paulo/SP)

Pé no Terreiro (São Luís/MA)


Projeto Pifercussão (João Pessoa/PB)


Nervoso (Rio de Janeiro/RJ)

Pato Fu (Belo Horizonte/MG)

Gangorra (São Paulo/ SP)

Cia. Cabelo de Maria (São Paulo/SP)

Pandorga da Lua (Santa Maria/ RS)

Catibiribão (Belo Horizonte/MG)

Solange Sá (São Paulo/SP)

A Turma do Pé Quente (Porto Alegre/RS)

Maxixe Machine (Curitiba/PR)



Carteira Coletivo



André Siqueira (Londrina/PR)

Angelo Primon (Porto Alegre/RS)

Antonio Loureiro (Contagem/MG)

Arismar do Espirito Santo (São Paulo/SP)

Carlos Amaral (São Paulo/SP)

Chico Correa (João Pessoa/PB)

Daniella Gramani (João Pessoa/PB)

Délia Fischer (Rio de Janeiro/RJ)

Denni Pontes (Sorocaba/SP)

Di Freitas (Juazeiro do Norte/CE)

Fabio Presgrave (Natal/RN)

Fabrício Conde (Juiz de Fora/MG)

Fernanda Cabral (Brasília/ DF)

Guilherme Darisbo (Porto Alegre/RS)

Itamar Vidal (São Paulo/SP)

Jovem Palerosi/Youngman (São Carlos/SP)

Jucilene Buosi (Pouso Alegre/MG)

Ligiana (São Paulo/SP)

Loop B (São Paulo/SP)

Muepetmo (São Paulo/SP)

Paulinho Cardoso (Porto Alegre/RS)

Rafael Piccolotto de Lima (Campinas/SP)

Renato Savassi (Belo Horizonte/MG)

Ricardo Herz (São Paulo/SP)

Samuel Costa (Santo Antônio da Patrulha/RS)

Silvério Pessoa (Recife/PE)

Thiago de Moura (Passo Fundo/RS)

Vanja Ferreira (Rio de Janeiro/RJ)

Vanessa Longoni (Porto Alegre/RS)

Zé Jarina (Rio Branco/AC)



Carteira Homenagem



Fred Chamone (Belo Horizonte/MG)

Geraldo Vianna (Belo Horizonte/MG)

Ricardo Stuani (São Paulo/SP)

Roberto Gava (São Paulo/SP)

Rodrigo Lopes (Rio de Janeiro/RJ)

Soraia Drummond (Salvador/BA)

Thiago de Mello (São Paulo/SP)


Comissão de seleção



Jards Macalé, compositor e cantor.

Pio Lobato, instrumentista e compositor, foi selecionado em duas edições do Rumos, 2000-2001 e 2004-2005.

Debora Pill, pesquisadora musical, produtora de documentários sobre música e locutora de rádio e web-rádio, atualmente apresenta o Vitrola Livre.

Wado, cantor e compositor, foi selecionado no Rumos 2007-2009.

Alessandra Leão, cantora e compositora, foi selecionada do Rumos 2007-2009.

GOG, compositor, cantor e rapper.

Ynaiã, instrumentista, compositor e baterista do grupo Macaco Bong.

Julio Rizzo, instrumentista e compositor, foi selecionado no Rumos 2007-2009 (Quartchêto).

Marcelo Brissac, compositor, instrumentista e diretor da rádio MEC (RJ).

Jarbas Cavendish, instrumentista e professor de harmonia na Universidade Federal de Goiás (UFG). Também foi selecionado no Rumos 2007-2009 (Sons do Cerrado).


Representante do Itaú Cultural

Edson Natale, gerente do Núcleo de Música do Itaú Cultural (com direito a voto na comissão), selecionado no Rumos 2007-2009 (Sons do Cerrado).

veja video de divulgação

domingo, 17 de outubro de 2010

Oficina Pifercussão em Dona Inês-PB (construção e execução de pifanos)


A mulekada de Dona Inês-PB


Ensinando a construir os pifes

eita..olha a briga pra quem faz o seu instrumento primeiro.....kkkk


após ter construido tentamos aplicar a metodologia do livro PIFERCUSSÃO: A MÚSICA DE PÍFANOS E PERCUSSÃO DO NORDESTE BRASILEIRO.

RELATO DE EXPERIÊNCIA :

Por intermédio e convite do professor Marcos Lima que também trabalha no Instituto dos Cegos da Paraíba fomos ao brejo paraibano para a realização de uma oficina de construção e execução de pífanos, saimos bem cedinho e voltamos a noite, nesta experiência percebi a musicalidade aflorada das crianças que ja vem em proceso de aprendizado musical , que tornou a prática do pife e percussão mais fácil, o livro Pifercussão foi utilizado por pedido do professor Marco e do Secretário de Cultura, turismo e meio ambiente o Srº Mariano Ferreira, que por sua vez é um amante da cultura popular em geral.

Por fim acredito que em mais uma atividade de oficina fortalece a proposta de fortalecer um propósito socio - cultural tendo em vista que a cultura dos pifanos é de fato nossa e precisa de fomento e iniciativas como o convite feito ao Pifercussão.

Heráclito Dornelles.



O evento foi realizado  no dia 25/10/2010 no municiío de Dona Inês - PB
.

 
DESCRIÇÃO E OBJETIVOS DA OFICINA:

Oficina de Pífanos e Percussão

Ministrante: Heráclito Dornelles



Resumo

Esta oficina pretende oferecer aos participantes um olhar sobre a cultura das bandas de pífanos do nordeste brasileiro enfocando a construção e execução dos pífanos e percussões(zabumba,caixa prato), a fim de proporcionar o conhecimento para novos públicos sobre a cultura popular das bandas de pífano do nordeste brasileiro, seus dos ritmos e melodias características.

Objetivos

Por ser altamente viável a educação musical por meio da construção de instrumentos reclicáveis o Pifercussão pretende oferecer tecnicas de construção e execução do pífano feitos de canos PVC, a oficina tem a proposta de divulgar e formar multiplicadores dos saberes musicais das bandas de pífano, oferecendo conhecimentos baseados no processo empírico vivido nas pesquisas de campo do pesquisador Heráclito Dornelles(curriculo em anexo),em suma a oficina é direcionada a pessoas interessadas em aprender os instrumentos citados,amantes da cultura popular, não musicos, musicos entre outros publicos que queiram dialogar com os saberes desta cultura popular.


Materiais necessários

Canos PVC (20 mm)

Arco e serra para cortar os canos.

Lixa

Rolha (curtiça)

Instrumentos de percussão: zabumba,caixa,prato,surdo.


Metodologias

Serão ministradas aulas expositivas sobre o pifano desde sua construção à execução, além de ensaios das musicas características do repertório tradicional de banda de pífano.

Resultados Previstos

Ao entrar neste universo cultural e musical pretendemos oferecer para o publico alvo (crianças jovens e adultos), conhecimentos acerca desse fenômeno cultural, como também ofertar o aprendizado da construção do pífano, desta forma podendo promover a educação musical aliada a cultura e inclusão social de uma música e cultura genuinamente nordestina, estas que por sua vez, não recebem fomento nem apoio como as culturas de massa e mercadológicas.


Bibliografias

ANDRADE, Mário de. Aspectos da Música Brasileira. São Paulo: Martins Fontes, 1975.

BRAWWIESER, Martim, “O cabaçal” - boletim latino americano de música. São Paulo: VI/6(abril): 601-602, 1946.

CIACCHI, Adrea. Lições de pífano. Sem Fronteiras. São Paulo, nº 300, p.14 – 15, jun.

2002.

COSTA, Pablo Assumpção Barros, ANICETE: quando os índios dançam. Fortaleza: UFC –Departamento de Comunicação Social e Biblioteconomia.

FAVERO, Osmar (org.). Cultura Popular e Educação Popular: memória dos anos 60. Rio de Janeiro: Editora Graal, 1983.

FRADE, Cascia. Folclore – Coleção para entender. Vol 3. São Paulo: Global Editora. 1991.

MEGALE, Nilza B. Folclore Brasileiro. Petrópoles: Editora Vozes, 1999.

MELO, Heráclito Dornelles Araujo Coutinho, Pifercussão; A música de pífanos e percussão do nordeste brasileiro, 2010.

SILVA, René Marc da Costa. Cultura popular e educação salto para o futuro, TV Escola, SEED, MEC, 2008.

VASCONCELOS, Ary. Raízes da Música Popular Brasileira. Rio de Janeiro: Rio Caminho,

1991.

Pifercussão no circuito das praças de JPA 12/11/2010

                                  
É com enorme satisfação que convidamos todos a assistirem a apresentação artística da mulekada do Pifercussão e dos Pifercussores.

Data:12/11
Centro Histórico, João Pessoa-PB
Gratuito.

info:83-8827-7740

Descrição da apresentação:

A iniciativa trará um show com participantes do projeto sócio-cultural Pifercussão realizado em João Pessoa que atua na formação musical e cultural de jovens e adolescentes carentes da comunidade do Bairro São José.


Com isto visamos estimular o conhecimento da cultura nordestina de bandas de pífano, através de novas iniciativas como a proposta do Pifercussão, contribuindo efetivamente para a formação de novos público admiradores desta cultura, propiciando a estes jovens envolvidos auto estima e a sensação de que podem alavancar as atividades de inclusão sócio-cultural que já realizamos e observar que a música pode de fato ser uma alternativa de atividade profissional.

terça-feira, 5 de outubro de 2010

Pifercussão na 5ª Semana Cultura Dom Helder Camara

Além do workshop de bateria terá participação da mulekada do Projeto Pifercussão,convido todos no dia 06 a partir das 14 hrs prestigiar esse evento gratuito.

saiba um pouco mais.

O Centro Dom Hélder Câmara, uma instituição não governamental, que há onze anos atua no Conjunto Mário Andreazza, em Bayeux, realizando atendimentos todos os dias a cerca de 500 pessoas entre crianças, adolescentes e idosos com atividades escolares, artísticas, culturais e esportivas, promove de 04 a 08 de outubro a V Semana Cultural e o 1º Encontro de percussão - Rítmos Populares.

O evento é aguardado com expectativa pela população do bairro. A semana cultural tem o objetivo de fomentar a cultura e oferecer um espaço de lazer tranquilo e de qualidade, ao mesmo tempo que faz um resgate e valoriza a cultura popular e as diversas manifestações artísticas da região. Segundo os organizadores, a ideia da Semana surgiu não só para mostrar a comunidade o resultado das oficinas artísticas e culturais desenvolvidas no Dom Hélder e em outras ONG's, mas também por perceber a carência de equipamentos culturais e de espaços de lazer dos mais de 30 mil habitantes da localidade.

Há cinco anos a Semana Cultural vem acontecento sempre na primeira semana de outubro e já é bastante esperada pela comunidade que participa de forma significativa, seja inscrevendo seus grupos de música, dança ou teatro, seja vindo prestigiar as apresentações.

Este ano a organização da festa preparou uma inovação que é a realização do Encontro de Percussão, que reunirá uma roda de diálogo na abertura do evento (04/10, às 14h) grandes conhecedores da área da música percussiva, e durante a semana workshops e exposição de instrumentos.

Para mais informações podem entrar em contato pelos telefones: 83 8717-9590 ou 3232-3943.

Bayeux em Foco com assessoria

quinta-feira, 16 de setembro de 2010

a venda - Livro "A música de pífanos e percussão do nordeste brasileiro.

Para adquirir o Kit, envie um e-mail para heraclitodornelles@hotmail.com e receba em sua casa.

Para adquirir o Kit, envie um e-mail para heraclitodornelles@hotmail.com e receba em sua casa.

 
Lançado em maio no SINDMUSI-RJ e no Conservatório brasileiro de música-RJ, O livro Pifercussão - a música de pífanos e percussão pretende estimular o aprendizado musical do pífano e percussão através de um kit didático/pedagógicos que possibilite adentrar nesta cultura não só como leitor mas como aprendiz.São abordados linguagens para diversos públicos como bateristas e percussionistas, pesquisadores em cultura de diversas áreas, podendo ser usado principalmente por educadores musicais e similares em ações educativas, dando oportunidade e incentivando estudantes, e interessados em geral a conhecerem e apreciarem os saberes musicais da nossa cultura de raiz.


construindo os pifes
Os pífanos que constituem o KIT (LIVRO+CD+ PÍFANO) são produzidos em grupo pelos alunos do Projeto Social Pifercussão dando chance para a mulecada desenvolver o ofício de luthier além de propor a sustentabilidade para os encontros.

com pontos de vista dos próprios mestres do pífano, conciliados com um olhar etnomusicológico de pesquisador, acreditamos que darão um maior leque de concepções sobre a cultura nordestina dos pífanos em capítulos que relatam algumas vivências empíricas de pesquisa de campo, além de áudio com olhares individuais de alguns mestres, possibilitando uma visão do que é mais aproximado , ou seja, com pontos de vista dos próprios mestres do pífano, conciliados com um olhar etnomusicológico de pesquisador.

mais informações sobre o projeto de educação musical einclusão socio-cultural Pifercussão acesse: http://www.pifercussao.blogspot.com/.

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tocando os pifes

lixando

Troca de experiencias entre alunos e mestres da cultura dos pífanos (mais sobre essa ação griô em www.pifercussao.blogspot.com)

segunda-feira, 6 de setembro de 2010

ARTIGO - DOCUMENTO AUDIOVISUAL E PATRIMÔNIO IMATERIAL

Gostaria de Parabenizar Dacles (colaborador Pifercussão) pela seleção do artigo no I encontro regional de estudos rurais    http://www.estudosrurais.com.br/pages/evento.php
PARABÉNS MOÇADA, FICO FELIZ EM VER QUE OUTRAS PESSOAS PODEM CONHECER O TRABALHO DO PIFERCUSSÃO E AS AÇÕES DE CONTRIBUIÇÃO PARA O PATRIMÔNIO IMATERIAL. 
PARABÉNS A TODOS

ASS:HERÁCITO DORNELLES




GT 13 - Festa: identidade, memória, cultura e sociabilidades

DOCUMENTO AUDIOVISUAL E PATRIMÔNIO IMATERIAL: O CASO DA
NOVENA DE SÃO JOÃO E DA BANDA DE PÍFANOS PIO X – SUMÉ-PB
Dacles Vágner da Silva - UEPB
Anna Carollyna de Bulhões Moreira - UEPB
Bruno Medeiros de Araújo – UFPB


RESUMO
A presença das bandas de pife (também conhecida por outras denominações, como Terno de
Zabumba, Banda Cabaçal, Esquenta mulher) constitui-se em tradição de longa data nas
manifestações culturais nordestinas. Enquanto bem cultural, a sua manutenção no espaçotempo
insere-se na complexa questão da preservação do patrimônio imaterial (ou intangível),
que vem ganhando destaque nos debates sócio-culturais e de órgãos de fomento a cultura,
como no caso do IPHAN e da UNESCO. Em face da necessidade de se ampliar o debate
sobre tal problemática, discute-se aqui a importância de documentos audiovisuais oriundos de
arquivos, que registram celebrações e formas de expressão de grupos de comunidades. Neste
artigo, a relevância destes registros será evidenciada a partir de seu caráter documental,
através da identificação das transformações ocorridas no ambiente da novena de São João da
comunidade rural Olho D’água Branco, no município de Sumé-PB. A dimensão musical da
novena será especialmente abordada, em função da importância capital que a Banda de
Pífanos Pio X exerce nesta manifestação festiva. Desta forma, será discutido o conceito de
patrimônio imaterial da UNESCO (no contexto da festividade estudada), o qual contempla
aspectos como transmissão cultural entre gerações, recriação comunitária dos saberes em
função das condições socioambientais e históricas, construção da identidade, entre outras
questões. Para este trabalho utilizamos o método de observação das fontes audiovisuais, bem
como o de pesquisa bibliográfica para o necessário embasamento teórico. Na visualização
dos registros audiovisuais, que somam vinte anos de testemunho, foram selecionados os anos
de 1991, 1996 e 2005/2006, em que se procurou examinar as possíveis mudanças ocorridas
nesta manifestação cultural, em termos estéticos, materiais, entre outros. O recorte
cronológico se justifica pela profunda alteração ocorrida na sociedade brasileira no período
estudado em termos socioeconômicos.
Palavras chave: banda de pífano; novena; documento audiovisual.

1. Introdução

As manifestações culturais são práticas, atividades e características de diferentes
grupos sociais, que permeiam e são permeadas pelos traços, ideologias, vivências,
experiências e/ou aprendizados que tais grupos carregam consigo. Na maioria das vezes é
impossível determinar suas origens, mas sua manutenção através dos tempos se dá partir de
mecanismos mais ou menos conhecidos – também denominados de “Resistência Inteligente”
(GUSMÃO e VON SIMSON, 1989 apud OLIVEIRA, 2007). Dentre eles podemos citar a
interação (in)formal com a expressão cultural, que produz um sentimento de pertença,
familiaridade; a oralidade, por meio da qual ocorre a transmissão e apropriação de saberes
pelo grupo; e a valorização da identidade cultural, que contribui para a perpetuação dos
elementos sócio-culturais que identifiquem o grupo.
Tais práticas, comumente, apresentam características bastante especificas de
determinados grupos, não sendo conhecidas, na maioria das vezes, pelos grupos que se
incluem nas “culturas de elite” – expressão utilizada para contrapor “cultura popular”
(SILVA, 2008). Nesse sentido há um generalizado desconhecimento acerca destas
manifestações culturais especificas, quer pela falta de acesso desses grupos a mecanismos de
comunicação em massa, quer pela dominação mercadológica de classes que impõe suas
formas de expressão – relegando as demais ao esquecimento, pela não-valorização de suas
atuações. Na ausência de políticas públicas de salvaguarda e fomento, estas manifestações
tendem a ser percebidas de forma “esmaecida” no contexto social.
Ao se tratar da diversidade de práticas culturais existentes, o Nordeste brasileiro se
notabiliza como importante celeiro de manifestações culturais, transparecendo como uma das
mais surpreendentes regiões geográficas do país. Entre tais manifestações se encontram o
maracatu (baque virado e baque solto), o reisado, boi-de-reis, cavalo-marinho, coco,
embolada, banda de pífanos (ou bandas cabaçais) – apenas para citarmos algumas.
Partindo de tais premissas, tomemos como exemplo a novena, que é uma das mais
usuais celebrações católicas no espaço brasileiro. Ela é encontrada em diversas comunidades
católicas, tanto urbanas como rurais, e em diferentes estratos sociais. No entanto, suas
manifestações ganham contornos específicos no contexto em que se realizam. É o caso da
novena aqui estudada, bastante característica por ser espaço de manifestação de outra
expressão artística muito comum no Nordeste: as bandas de pífano. Tal ocorrência só é
possível em face da identidade religiosa especifica de boa parte da comunidade, que congrega
numa mesma crença os diversos sujeitos, entre eles os integrantes das bandas de pífano.
Levando em conta este contexto de imbricação sócio-cultural, observou-se, através
de documentação audiovisual, a novena de São João do sítio Olho D’água Branco e a Banda
de Pífanos Pio X, ambas expressões/celebrações recorrentes na cidade de Sumé-PB.
Evidencia-se aqui, obviamente, a importância do documento videográfico (ou audiovisual),
como alternativa de conhecimento/análise de manifestações culturais populares. A
documentação audiovisual observada pertence ao arquivo pessoal do músico e pesquisador
Heráclito Dornelles, e foi adquirida de um ex-morador da região de Sumé, chamado Heleno
Quilomba. Agradecemos a gentileza do pesquisador em ceder seu material para a elaboração
deste trabalho.
É importante salientar que o presente trabalho foi elaborado sob uma perspectiva
interdisciplinar, utilizando de conceitos e perspectivas da Arquivologia, Ciências Sociais e
áreas afins. Sua fundamentação foi baseada em princípios do método qualitativo,
desenvolvido seu aporte teórico a partir da exploração da pesquisa bibliográfica, bem como da
pesquisa documental.

2. Patrimônio Imaterial: Discussões

A desmaterialização ou imaterialização dos bens e processos parece constituir
tendência irrefreável da modernidade. Em um momento histórico em que mesmo os bens
econômicos parecem moldar-se em um caráter extremamente intangível – com a
transformação de unidades monetárias em bits, que migram de um continente a outro a um
simples apertar de uma tecla – é bastante natural que nos questionemos sobre o impacto das
condições materiais do presente sobre as manifestações culturais, tradicionais ou não.
De fato, a questão parece ser pertinente: assim como os bens de natureza pecuniária ou
equivalente, outras categorias de bens – os bens culturais – vem sendo afetados por esta nova
dinâmica histórica, percebidos agora para além de sua dimensão material. Estes bens, em seu
conjunto, formam o que se convencionou chamar de patrimônio cultural. Antes estudados
como objetos oriundos de uma cultura, qualquer que fosse sua escala de existência (mundial,
nacional, regional, comunitária) o conceito de patrimônio cultural ganhou no século XX uma
ampliação qualitativa em seus termos de constituição, ao incluir em seu âmago a noção de
patrimônio imaterial.
Esta nuance teórica se explica naturalmente. Assim como o homem, todo conceito é
sempre fruto de seu tempo. Criadas as condições materiais, históricas e ideológicas
necessárias à sua emergência, ele se estrutura em um todo aparentemente coeso, delimitando
uma nova perspectiva sobre um dado objeto – e é neste momento mesmo em que sua
problematização se inicia. O conceito de patrimônio imaterial não escapa a regra: em termos
históricos, sua formalização é bastante recente, e não é de se espantar que tenha surgido no
século XX. A percepção da intangibilidade de certas manifestações sociais e da necessidade
de sua preservação quadra bem em um momento histórico crítico, em que “tudo o que é sólido
desmancha no ar”, em que os processos e produtos se manifestam num átimo, para em
seguida cederem lugar a um novo processo e produto.
Formalizado em 2003, o conceito de patrimônio imaterial da Unesco nasce sob o
respaldo institucional, aprovado multilateralmente pelos signatários da Convenção para
Salvaguarda do Patrimônio Cultural Imaterial. Na perspectiva deste instrumento legal,
conceitua-se patrimônio imaterial como
as práticas, representações, expressões, conhecimentos e técnicas - junto
com os instrumentos, objetos, artefatos e lugares culturais que lhes são
associados - que as comunidades, os grupos e, em alguns casos, os
indivíduos reconhecem como parte integrante de seu patrimônio cultural.
Este patrimônio cultural imaterial, que se transmite de geração em geração,
é constantemente recriado pelas comunidades e grupos em função de seu
ambiente, de sua interação com a natureza e de sua história, gerando um
sentimento de identidade e continuidade e contribuindo assim para
promover o respeito à diversidade cultural e à criatividade humana. Para os
fins da presente Convenção, será levado em conta apenas o patrimônio
cultural imaterial que seja compatível com os instrumentos internacionais de
direitos humanos existentes e com os imperativos de respeito mútuo entre
comunidades, grupos e indivíduos, e do desenvolvimento sustentável.
(UNESCO, 2003, p. 4)
Uma série de discussões podem ser suscitadas do conceito acima exposto. Dentre
elas, a questão da abrangência explicativa proposta por este dispositivo da Unesco – chama
atenção a preocupação com a contextualização dinâmica do patrimônio imaterial, percebido
como conjunto de bens culturais que se renovam na diacronia e segundo a atuação dos agentes
sociais. Além disso, fica patente a preocupação dos signatários em incluir em sua
conceituação não somente aquilo que se reputa “imaterial”, mas também os elementos
materiais que fomalizam parcialmente, em sua concretude, os atos performativos das
manifestações culturais: objetos, instrumentos, artefatos, etc.
Assim, o patrimônio imaterial não deve ser compreendido em uma perspectiva radical,
como pura abstração - mas como uma expressão cultural dotada de valor, multidimensional
por natureza (isto é, concreta e abstrata) e passível de ser extinta. Justifica-se então
obviamente a necessidade de se tutelar institucionalmente este patrimônio, ainda que uma
série de questões estejam na ordem do dia para discussão dos cientistas sociais: por exemplo,
existiriam aspectos intrínsecos a determinadas manifestações culturais que as qualificariam
naturalmente para serem consideradas patrimônio imaterial – e portanto passíveis de
proteção? Dado o caráter extremamente dinâmico destas manifestações, haveria um critério
ótimo para se identificar se um determinado bem imaterial, após sucessivas transformações,
corresponde ao bem cultural que inicialmente se pretendia proteger? Ou ainda: é possível falar
em proteção ao patrimônio imaterial, quando as mudanças são de regra na expressão cultural
humana?
Em face da inexistência de um consenso – ou mesmo uma anuência majoritária –
sobre estas questões, acreditamos ser de bom alvitre proceder, na medida do possível, ao
registro etnográfico de manifestações culturais que potencialmente atendam aos critérios da
Unesco para o patrimônio imaterial – obviamente não em uma perspectiva mundial, mas local
e comunitária. Neste sentido, discutiremos a importância, necessidade e limitações da
documentação audiovisual como meio de registro destas manifestações, sob um viés
essencialmente arquivístico.

3. Documentos Audiovisuais

De acordo com o Dicionário de Terminologia Arquivística (2005, p. 65) os
documentos audiovisuais são definidos como “gênero documental integrado por documentos
que contêm imagens, fixas ou em movimento, e registros sonoros, como filmes(2) e fitas
videomagnéticas”. Edmondson complementa tal definição acrescentando alguns pontos
relevantes, caracterizadores do documento audiovisual
Documentos audiovisuais são obras incluindo imagens e/ou sons
reproduzíveis incorporados num suporte, cujo: - registro, transmissão,
percepção e compreensão normalmente requerem um dispositivo
tecnológico; -o conteúdo visual e/ou sonoro tem duração linear; -cujo
propósito é a comunicação daquele conteúdo, mais do que a utilização da
tecnologia para outros propósitos. (EDMONDSON, 1998, p.5).
É óbvio que inexiste um conceito preciso e completo de documento audiovisual, que
consiga abarcar todos os aspectos definidores de tal tipo de documento; isto fica manifesto
quando o debate se amplia no tocante à sua importância sócio-educacional. Ele é,
reconhecidamente, uma fonte informacional valiosa no âmbito dos estudos sócio-culturais, em
que pode cumprir relevante papel nas pesquisas etnográficas em geral.
É preciso ressaltar no entanto que o documento audiovisual, apesar de seus atributos
positivos, apresenta também certas limitações enquanto elemento de registro de dados –
temos, por exemplo, a questão do suporte onde a informação é registrada, suscetível de
degradações físicas e químicas pela ação do tempo. Registros videográficos são
documentados em suportes cuja composição lhes é bastante peculiar, sendo assim, necessárias
medidas que resguardem sua longevidade. Como afirma Bezerra em uma Recomendação
aprovada na 21ª Conferência Geral da UNESCO, em Belgrado, no ano de 1980,
O documento parte da idéia que as imagens em movimento são bastante
vulneráveis e que seu desaparecimento constitui um empobrecimento
irreversível do patrimônio cultural mundial. (BEZERRA, 2009, p.3)
Em uma perspectiva etnográfica, temos o problema da limitação informacional,
decorrente dos restritos ângulos de visão que o cinegrafista pode proporcionar e da própria
seleção ideológica que determina o que filmar, por quanto tempo e sob que foco. Assim, é
importante frisar que apesar de seu caráter informacional, o documento audiovisual não é
capaz de demonstrar as diversas relações (conflitos) inerentes a cada sujeito que compõem
grupos de cultura popular. Pode-se recorrer à afirmação de que o registro audiovisual não
transporta totalmente consigo as vivências, (inter-) subjetividades, experiências, as evocações
mnemônicas, dentre tantas outras sensações particulares do ser humano.
Apesar das limitações, as questões naturalmente se impõem : qual a importância dessa
documentação midiática para as manifestações culturais? De que forma esse tipo documental
poderá contribuir para a história/memória de um povo? E por que tal documentação pode ser
vista como um patrimônio cultural?
Podemos tentar responder tais indagações a partir do material colhido, e que registra
parte da história das novenas de São João, no município de Sumé/PB. Guardadas as devidas
especificidades e limitações, estes registros são importantes porque registram aspectos
singulares da novena, que não seriam encontrados em relatos escritos. Essa documentação, de
cunho social abrangente, além de resguardar parte da memória coletiva dos diversos grupos
sociais envolvidos, torna-se referencial informativo do patrimônio cultural da comunidade.
Não custa lembrar o artigo 216 da Constituição Federal de 1988, que afirma que
Constituem patrimônio cultural brasileiro os bens de natureza material e
imaterial, tomados individualmente ou em conjunto, portadores de
referência à identidade, à ação, à memória dos diferentes grupos
formadores da sociedade brasileiro[...] (CONSTITUIÇÃO FEDERAL DE
1988, grifo nosso)
Em face do exposto, traremos a seguir algumas considerações sobre as novenas e sua
realização especifica no municipio paraibano de Sumé.

4. Novena de São João e a Banda de Pífanos Pio X

A novena é uma prática religiosa católica, de ocorrência tradicional em diversas
comunidades (rurais e urbanas). Com duração de nove dias1 – daí o nome “novena”, do latim
novem – ela se constitui em orações consagradas a algum santo, em sinal de devoção (Santo
Antonio, São João, São Pedro, entre outros). Tal prática pode ser explicada, de acordo com
praticantes e estudiosos, através de escritos da Bíblia.
Entre a ascensão de Jesus ao céu e a descida do Espírito Santo, passaramse
nove dias. A comunidade cristã ficou reunida em torno de Maria, de
algumas mulheres e dos apóstolos. Foi a primeira novena cristã. Hoje, ainda
a repetimos todos os anos, orando, de modo especial, pela unidade dos
cristãos. É o padrão de todas as outras novenas. (CATÃO, 199?)
A novena de São João no sítio Olho D’água Branco, no município Sumé, Cariri
paraibano, é tida como importante celebração para a comunidade, pois ocorre todos os anos,
inserindo-se no calendário festivo local como importante evento cultural. Deste modo, a
novena exprime-se como prática enraizada nas crenças, costumes, vivências dos habitantes
locais; prática essa pautada na religiosidade, especificamente na fé católico-cristã. Tal
manifestação, segundo Jadir Pessoa, pode explicar-se a partir de um “catolicismo popular”:
1 Algumas comunidades diminuíram esse dia para 1(um), em geral, na véspera de comemoração ao dia santo.
Sua principal característica (a do catolicismo popular) é compreender um
grande número de símbolos e práticas, cuja organização e realização
independe da hierarquia católica. São práticas religiosas que se situam
também fora do calendário oficial e dos seus locais de culto. Mas isso não
significa um cisma ou uma negação da Igreja. Os sujeitos sociais definidos
por essas práticas guardam uma grande fidelidade à hierarquia e, em geral,
até mantêm uma relativa freqüência aos atos oficiais, especialmente aos
sacramentos (PESSOA, p. 214-215, 2008).
É nesse contexto de “readaptação” de práticas religiosas, que se insere a Banda de
Pífanos Pio X. Bandas de pífanos (e também as cabaçais2) são grupos musicais de cultura
popular característicos do Nordeste brasileiro, constituídos por músicos de origem popular. A
composição instrumental das bandas de pífanos segue certa regularidade: são constituídas de
dois pífanos e por instrumentos de percussão – a zabumba, um surdo, uma caixa, prato, e
dependendo da influência, até mesmo um pandeiro, triângulo e chocalho. A origem das
bandas de pífanos é controversa: Regina Cajazeira (2007) atribui três distintas origens –
indígenas, portuguesa e africanas. No entanto a maioria das tentativas de explicar a banda de
pífanos a partir de uma dessas três origens gera grandes contradições. Para efeito deste
trabalho, tomaremos como ponto norteador a expressão cultural atual como influenciada pelas
três vertentes citadas.
A Banda de Pífanos Pio X tem sua história contada através de dois dos seus principais
integrantes, Tio Sêlo e Mestre Zeca do Pife. Segundo Tio Sêlo, nascido em 1925, a trajetória
da banda inicia-se quando ele e seu irmão, Zé Chico (pai do Mestre Zeca do Pife), ainda
crianças, migram da cidade de Surubim-PE em direção à Sumé-PB, junto com família. A
partir de tal deslocamento, e com a adaptação ao local, teve início à formação do grupo, mais
conhecido a época como “terno” (de zabumba) na comunidade rural Sítio da Bananeira, que
mais tarde foi elevada a categoria de distrito, tomando o nome de Distrito Pio X. A banda à
época era conhecida como a “Banda de Zé Chico”. A partir da mudança de nome do sítio para
distrito, adotou-se não mais a designação antroponímica para o grupo, mas geográfica (isto é,
o nome do distrito).
Vale salientar que o avô dos irmãos Tio Sêlo e Zé Chico era também músico em
bandas de pífano, deixando inclusive como herança para os netos duas flautas (por sinal,
centenárias e de valor artístico relevante). Zeca, filho de Zé Chico, ao atingir determinada
idade (entre a adolescência e idade adulta) é integrado a “banda velha3”, tocando instrumentos
como o chocalho – instrumentos esses que servem de parâmetros de iniciação na banda. Logo
2 Expressão utilizada para referenciar grupos que usam pele de animais na composição física da percussão.
3 Expressão utilizada para referenciar a banda formada pela geração passada, anterior.
após um incidente, o qual resultou no desaparecimento de Zé Chico, a banda então passa a ser
liderada4 por Zeca, seu filho, transformando-o em Mestre Zeca do Pife. Atualmente, tio Sêlo,
pela idade avançada e por determinados motivos/predileções, continua a atuar como
coadjuvante, mas transparece principalmente como ator social nas manifestações de novena.

5. Análise videográfica

Para a pesquisa documental que baseou este estudo, valemo-nos da observação de
documentos videográficos que trazem registros da novena de São João em Sumé, dentro do
recorte cronológico que contempla os seguintes anos: 1991, 1997 e 2005/2006. Foram
observadas as transformações ocorridas na novena do Sitio Olho D’Água entre os anos
escolhidos, levando em consideração diversos aspectos: desde a estrutura da banda de pífanos
e ambientação da novena, até questões de comportamento e alterações físicas no local de tais
manifestações culturais. Dada as limitações deste trabalho, tais elementos serão descritos
sucintamente, sem a busca de hipóteses explicativas exaustivas.
No ano de 1991, temos uma formação típica da banda de pífanos no ambiente de
novena: duas flautas, uma zabumba, uma caixa, um prato, um surdo e um chocalho. Observase
uma separação de atribuições na novena, de acordo com o gênero: o canto religioso, na
novena observada, é exclusividade feminina. Fica evidente também uma diferença
comportamental dos participantes em função da idade: no registro videográfico, os mais
jovens conversam, enquanto os mais velhos mantém uma postura menos comunicativa. E é
deles que se percebe mais reverência ao altar da novena. A novena, enquanto manifestação
social, não está isenta de outras formas de expressão – inclusive política: é curioso que todos
os membros do grupo da banda de pífanos estão vestidos com camisas de um candidato.
A estética do altar é também reveladora de seu contexto existencial: ele é construído
com elementos bastante singulares. Uma guirlanda formada de muitas flores, frutas e mesmo
uma garrafa de refrigerante, da marca Coca-Cola, enfeitam o altar; vê-se também velas e um
quadro de São João. Além da alternância de músicas e rezas, na seqüência videográfica, há o
tradicional arremate5, conduzido em tom humorístico pelo pifeiro Zé Chico, líder da Banda
de Pífanos Pio X. Ao longo da celebração, é observado o revezamento dos membros da banda
de pífanos nos instrumentos de percussão, e raras vezes nas flautas, onde mesmo assim,
ocorre entre pai e filho, tio ou sobrinho. Ao fim da novena, que já se estende ao clarear do sol,
4 Como todo grupo social, a “banda velha” sofria de conflitos concernentes a determinados membros terem predileção por
determinadas coisas, em oposição aos mais jovens, principalmente a Zeca. Daí, os mais velhos deixarem de freqüentar a
banda, até pela idade, e determinadas limitações, e ocorreu a inserção de mais novos, ao qual se chama de “banda nova”.
5 Etapa da novena onde são leiloados pelo pifeiro diversos objetos/produtos.
ocorrem as diversas reverências: ao santo no qual se comemora a novena, as pessoas
importantes, e ao dono da casa, o qual cedeu o espaço físico para realização de tal evento.
No próximo registro visualizado, do ano de 1997, a novena já evidencia várias
transformações. Uma deles diz respeito à grande quantidade de pessoas presentes em tal
ambiente – há um claro aumento do número de participantes da novena. Observou-se também
a mudança estética do grupo, que adotou vestimentas mais formais6. Na formação
instrumental da época o chocalho não aparece. Em relação ao registro de 1991, percebem-se
menos focos de conversas dos participantes e uma maior atenção ao ritual da novena. A
Banda de Pífanos toca alternadamente músicas litúrgicas e músicas de compasso nitidamente
mais rápido. Há uma maior quantidade de crianças e jovens. Gradativamente a freqüência de
pessoas diminui na novena. Percebe-se então um papel fundamental da banda de pífanos no
ritual da novena: cabe a ela trazer novamente as pessoas para o interior do recinto, ao executar
músicas mais agitadas.
Em 2005/2006 as mudanças ocorridas são significativas, como a construção de uma
capela – num processo que parecer ser de institucionalização da novena –, além do “bater
palmas” no fim da apresentação do grupo, o que não ocorria em anos anteriores. A
instrumentação da banda sofre diversas alterações, com a introdução do pífano no lugar das
flautas com chave. Assim, Tio Sêlo começa a “perder” seu lugar de primeira voz para o seu
sobrinho, Mestre Zeca, que executa o pífano, e Tio Sêlo o acompanha, quase sem emitir som
de sua flauta. Dessa forma, a renovação transparece como fenômeno inerente na novena
estudada, onde se observa a saída dos membros mais velhos da banda e a inserção de
membros mais novos.

6. Conclusão

A partir do exposto, podemos deduzir que documentos audiovisuais são capazes de
revelar importantes fatos ocorridos no seio de determinado meio social e suas múltiplas
formas de expressão. É evidente que transparece como alternativa, e não como meio exclusivo
de salvaguarda audiovisual de manifestações culturais.
Assim, acreditamos que tais registros podem ser fundamentais enquanto instrumentos
de catalogação do patrimônio imaterial e de potencial fonte de informação, principalmente a
nível educativo.

7. Referências

6 Popularmente chamados de “roupas sociais”.
BRASIL. Constituição (1988). Constituição da República Federativa do Brasil. Distrito
Federal: Senado, 1988. Disponível em:

. Acesso em: 22 de

Agosto de 2010.
BEZERRA, Laura. A UNESCO e a preservação do patrimônio audiovisual. V Encontro de
Estudos Multidisciplinares em Cultura. Salvador: UFBA, 2009. Disponível em:

. Acesso em: 28 de Agosto de 2010.
CAJAZEIRA, Regina. Tradição e Modernidade: o perfil das bandas de pífano de
Marechal Deodoro. Maceió: EDUFAL, 2007.
CATÃO, Francisco. Origem das Novenas. Disponível em:

. Acesso em: 24 de
Agosto de 2010.
EDMONDSON, Ray e membros do AVAPIN. Uma filosofia dos arquivos audiovisuais.
Paris: UNESCO, 1998. Disponível em: < http://www.apbad.pt/Downloads/GT_Downloads/Audiovisuais.pdf>. Acesso em: 13 de
agosto de 2010.
MALVERDES, André. A lei do patrimônio imaterial e a cultura popular no Brasil: o caso
das paneleiras de barro em Goiabeiras Velha, Vitória do Espírito Santo. Vitória: 2007.
Disponível em: . Acesso em: 25 de agosto de 2010.

OLIVEIRA, Marcelo Pires de. A Folkcomunicação na transmissão dos saberes das
Figureiras de Taubaté. In: XXX Congresso Brasileiro de Ciências da Comunicação, 2007,
Santos. XXX Congresso Brasileiro de Ciências da Comunicação, 2007. Disponível em: < http://www.intercom.org.br/papers/nacionais/2007/resumos/R2142-1.pdf>. Acesso em: 25 de
Agosto de 2010.
PESSOA, Jadir. Festas Juninas. In: SILVA, René Marc da Costa (Org.). Cultura Popular e
Educação – Salto para o Futuro. Brasília: MEC, 2008, 256 p.
SILVA, René Marc da Costa (Org.). Cultura Popular e Educação – Salto para o Futuro.
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UNESCO. Convenção para a Salvaguarda do Patrimônio Cultural Imaterial. Paris:
UNESCO, 2003. Disponível em: . Acesso em: 03 de Agosto de 2010.

sábado, 4 de setembro de 2010

Pifercussão em Caiana dos Crioulos - Alagoa Grande PB


A oficina Pifercussão realizada na comunidade quilombola de Caiana dos Crioulos em Alagoa Grande, teve como finalidade trazer a tona a cultura dos pífanos que já faz parte desta comunidade a cerca de três gerações, segundo os moradores a história da prática de banda de pífanos nesta comunidade tem como base a herança do mestre Firmo Santino e Vital (pifeiros) além dos outros componentes José Capalo, Anísio, Antônio José, Heleno e José Januário, estes entre as décadas de 60 e 70 (aproximadamente), já em sucessão aos mestres pifeiros, o ainda garoto Zuza aprendeu com os antecessores citados, Seu Zuza que também participava do coco de roda e ciranda da caiana dos crioulos ao lado de Dona Edite(coquista) esta história oral fora coletada durante a oficina que teve duração de uma semana, na qual aprendi muito sobre a cultura e dia-dia dos moradores da Caiana dos Crioulos que por sua vez tem população quase que exclusiva de negros descendentes de escravos.

Seu Zuza (a esq.) Dona Edite do Coco e Tota o atual pifeiro no surdo.(foto sem data)

Os atuais pifeiros Tota e Paulinho,que por sua vez foram a poeira do mestre Zuza que infelismente não tiveram o mestre para aprender, sentimos em conversas que eles mesmos sentem falta de um mestre, desta forma a oficina Pifercussão nesta comunidade teve o papel de refrescar a memória deles e de outros moradores sobre os antecessores, sobre a sonoridade do pífano de mestre Zuza e a identidade cultural deles, baseando-se sempre na teoria e vivências nativas como balizador e ponto de partida.


Foram explanados as vivencias com outros mestres do pífano e executado vídeos de pesquisas de campo para que os atuais atores da prática tenham possibilidade de criar em si a sensação de que podem continuar a prática musical de banda de pífanos mesmo que tenha sido interrompida a história da transmissão musical pelos seus antecessores, além disso fora realizada a oficina de construção de novos pífanos para novos interessados em tocar o pífano e os instrumentos de percussão.
Apreciação de vídeo de pesquisas de campo com outros mestres pifeiros

                                        Oficina de contrução de pífanos para novos interessados

Com isso acredito que o trabalho do Projeto Pifercussão nesta comunidade trouxe a tona lembranças, memórias identidades e características dos velhos pifeiros da caiana dos crioulos, possibilitando para os atuais atores desta prática uma vivência com uma pessoa de fora daquela comunidade que pôde tocar junto com eles novas e velhas músicas do repertório do grupo além de outras que poderão fazer parte do leque de músicas do grupo.

                                                                         tocando!!!
Por fim acredito estar mais confiante que o Projeto Pifercussão e as diversas ações e abordagens que tem no universo musical da música de bandas de pífano,pode ser útil para salvaguarda e continuidade da cultura, esperamos que dentre as vivências musicais sentidas nestes 5 dias de oficina os atores desta prática possam assimilar o sentido que a cultura independe de moda, ela estará presente entre os que compartilham de experiências,memórias,lembranças e acima de tudo história de vida do homem desde o dia-dia vivido às imagináveis possibilidades.

assistindo os vídeos de outros mestres !! todos concentrados
Tota chorou na minha frente quando tocou as notas mais graves no pife, me emocionei tbm!!!
senhoras da comunidade!!! Dona Edite do Coco (segurando a minha mão e as maezonas do rango obrigado pela merenda!!!hehehe
local base da estadia!